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Previsões do Gartner para a área de TI a partir de 2014
Nem todas são novas, mas algumas vão ter influência mais cedo do que o esperado. Entre elas, a impressão 3D e as tecnologias definidas por software.
Por Michael Cooney, editor de conteúdo da Network World
A Internet das Coisas e a consolidação do modelo de cloud computing já não são tendências. Mesmo assim, integram a lista das tecnologias mais importantes nos próximos anos, na opinião do Gartner. Já algumas novas áreas, com dinâmica cada vez mais forte, como a impressão 3D e as tecnologias Software Defined, serão bastante influentes já em 2014.
Até 2020, o Gartner prevê a existência de 30 bilhões de dispositivos associados a endereços IP únicos. “Isso criará uma nova economia. O valor econômico total acrescentado pela Internet das coisas será de 1,9 bilhão de dólares em 2020, beneficiando e afetando uma ampla gama de indústrias, como a saúde, varejo e transporte”.
Quatro forças – redes sociais, mobilidade, cloud computing e informação – continuarão a impulsionar mudanças e a gerar novas oportunidades. Elas já impulsionam a procura por infraestrutura avançada programável capaz de executar à escala da Internet, diz David Cearley, vice-presidente do Gartner.
Confira as dez principais tendências de TI segundo o Gartner.
Políticas da empresa sobre o uso de hardware de propriedade do funcionário precisarão ser completamente revistas e, se necessário, atualizadas e ampliadas.
O número de “apps” mais específicas deverá continuar a crescer, enquanto o das aplicações começará a encolher. Mas os programadores deverão procurar formas de agregar apps para criar aplicações maiores.
Elas deverão também desafiar os fornecedores de tecnologia individuais para demonstrar o seu compromisso com as verdadeiras normas de interoperabilidade dentro de domínios específicos. Enquanto a abertura da tecnologia será sempre um objetivo promovido pelos fabricantes, haverá diferentes interpretações sobre as definições de SDx – muitas até pouco abertas.
Fornecedores de SDN (network), SDDC (centro de dados), SDS (armazenamento) e tecnologias SDI (infraestrutura) vão tentar manter a liderança nos seus respectivos domínios . Os fabricantes que dominarem um setor de infraestrutura vão aderir, ainda que com alguma relutância, a normas com o potencial de baixar margens e abrir oportunidades a novos concorrentes – mesmo quando o cliente se beneficiar de maior simplicidade, redução de custos e eficiência de consolidação.
Finalmente estão emergindo novos sistemas que materializam algumas das primeiras visões propostas pela TI – fazer o que pensávamos que só as pessoas pudessem fazer e as máquinas não. O Gartner espera que as pessoas invistam, controlem e usem as suas próprias máquinas inteligentes para serem mais bem sucedidas.
Cloud híbrida e a área de TI como corretora de serviços – Reunir clouds pessoais e serviços de nuvem privada externos será imperativo. As empresas devem desenvolver serviços de nuvem privada com um modelo híbrido em mente. E devem confirmar se a futura integração / interoperacionalidade é possível.
Os serviços de cloud híbrida podem ser compostos de várias maneiras, com arquiteturas mais estáticas ou dinâmicas. Gerir essa composição será muitas vezes o papel de um corretor de serviços de cloud interno, capaz de lidar com temas como o da agregação, integração e customização de serviços.
Os usuários vão usar um conjunto de dispositivos, e o PC permanecerá uma das muitas opções. Mas nenhum dispositivo será a plataforma agregadora principal. A nuvem pessoal deverá assumir esse papel. O acesso à cloud e ao conteúdo armazenado ou partilhado a partir da cloud serão geridos e protegidos, e não apenas com enfoque no próprio dispositivo.
As suas capacidades vão além da escala em termos de dimensão, e isso inclui pensar a escala no que se refere a velocidade e agilidade. Se as empresas querem manter o seu ritmo de evolução, precisam imitar as arquiteturas, processos e práticas desses fornecedores de cloud.
Fonte: CIO Tecnologia
Por Michael Cooney, editor de conteúdo da Network World
A Internet das Coisas e a consolidação do modelo de cloud computing já não são tendências. Mesmo assim, integram a lista das tecnologias mais importantes nos próximos anos, na opinião do Gartner. Já algumas novas áreas, com dinâmica cada vez mais forte, como a impressão 3D e as tecnologias Software Defined, serão bastante influentes já em 2014.
Até 2020, o Gartner prevê a existência de 30 bilhões de dispositivos associados a endereços IP únicos. “Isso criará uma nova economia. O valor econômico total acrescentado pela Internet das coisas será de 1,9 bilhão de dólares em 2020, beneficiando e afetando uma ampla gama de indústrias, como a saúde, varejo e transporte”.
Quatro forças – redes sociais, mobilidade, cloud computing e informação – continuarão a impulsionar mudanças e a gerar novas oportunidades. Elas já impulsionam a procura por infraestrutura avançada programável capaz de executar à escala da Internet, diz David Cearley, vice-presidente do Gartner.
Confira as dez principais tendências de TI segundo o Gartner.
Diversidade e gestão da mobilidade
Até 2018, a variedade crescente de dispositivos de computação, estilos, contextos e paradigmas de interação tornarão inatingíveis as estratégias do tipo ”acessível de qualquer lugar”. A consequência inesperada dos programas de BYOD será a duplicação ou mesmo a multiplicação por três do tamanho da força de trabalho móvel.Políticas da empresa sobre o uso de hardware de propriedade do funcionário precisarão ser completamente revistas e, se necessário, atualizadas e ampliadas.
Aplicações móveis e aplicações
O Gartner prevê que, em 2014, o desempenho do JavaScript vai melhorar e começará a impulsionar o HTML5 e o browser como ambiente principal de desenvolvimento de aplicações empresariais. A consultoria recomenda aos programadores se concentrarem na criação de modelos de interface de usuário mais amplos, incluindo voz e vídeo, capazes de interligar as pessoas de novas maneiras.O número de “apps” mais específicas deverá continuar a crescer, enquanto o das aplicações começará a encolher. Mas os programadores deverão procurar formas de agregar apps para criar aplicações maiores.
Software Defined
O onda “qualquer coisa” definida por software (SDx) vai incorporar várias iniciativas como a OpenStack, o Open Compute Project e o Open Rack, que partilham visões semelhantes. Conforme os silos de tecnologia SDx individuais evoluírem e surgirem os consórcios, as empresas começarão a procurar padrões emergentes e capacidades de conexão para beneficiar portfólios.Elas deverão também desafiar os fornecedores de tecnologia individuais para demonstrar o seu compromisso com as verdadeiras normas de interoperabilidade dentro de domínios específicos. Enquanto a abertura da tecnologia será sempre um objetivo promovido pelos fabricantes, haverá diferentes interpretações sobre as definições de SDx – muitas até pouco abertas.
Fornecedores de SDN (network), SDDC (centro de dados), SDS (armazenamento) e tecnologias SDI (infraestrutura) vão tentar manter a liderança nos seus respectivos domínios . Os fabricantes que dominarem um setor de infraestrutura vão aderir, ainda que com alguma relutância, a normas com o potencial de baixar margens e abrir oportunidades a novos concorrentes – mesmo quando o cliente se beneficiar de maior simplicidade, redução de custos e eficiência de consolidação.
Máquinas inteligentes
Por volta de 2020, deverá florescer a era das máquinas inteligentes com uma proliferação de sistemas contextualmente conscientes, assistentes inteligentes pessoais, consultores inteligentes (como o computador IBM Watson) , sistemas industriais globais avançados e a disponibilidade pública dos primeiros exemplos de veículos autônomos. A era das máquinas inteligentes será a mais perturbadora na história da TI.Finalmente estão emergindo novos sistemas que materializam algumas das primeiras visões propostas pela TI – fazer o que pensávamos que só as pessoas pudessem fazer e as máquinas não. O Gartner espera que as pessoas invistam, controlem e usem as suas próprias máquinas inteligentes para serem mais bem sucedidas.
Impressão 3-D
O fornecimento mundial de impressoras 3D deve crescer 75% em 2014, seguido por uma quase duplicação do fornecimento de unidades em 2015. O entusiasmo do setor doméstico em torno da área tornou as organizações conscientes de que a impressão 3D é viável e capaz de reduzir os custos de prototipagem aerodinâmica e fabricação de curto prazo.Internet de tudo
A Internet já está expandindo-se além dos PC e dispositivos móveis até os ativos das empresas, tais como os equipamentos e eletrodomésticos. O problema é que a maioria das empresas e fornecedores de tecnologia ainda terão de explorar as hipóteses de uma Internet expandida. Não estão preparadas do ponto de vista operacional ou organizacional. Imagine a “digitalização” dos produtos, serviços e bens mais importantes.Cloud híbrida e a área de TI como corretora de serviços – Reunir clouds pessoais e serviços de nuvem privada externos será imperativo. As empresas devem desenvolver serviços de nuvem privada com um modelo híbrido em mente. E devem confirmar se a futura integração / interoperacionalidade é possível.
Os serviços de cloud híbrida podem ser compostos de várias maneiras, com arquiteturas mais estáticas ou dinâmicas. Gerir essa composição será muitas vezes o papel de um corretor de serviços de cloud interno, capaz de lidar com temas como o da agregação, integração e customização de serviços.
Arquitetura cloud/cliente
Os modelos de cloud computing estão mudando. Na arquitetura cloud/cliente, o cliente é uma aplicação rica em execução em um dispositivo conectado à Internet . O servidor é um conjunto de serviços de aplicações alojadas em uma plataforma de cloud computing cada vez mais elástica e escalável. A cloud é o ponto de controle e sistema de registro e as aplicações podem estender-se por vários dispositivos clientes.Era da cloud pessoal
A era da nuvem pessoal vai marcar uma transferência de poder dos dispositivos para os serviços. Nesse novo mundo, as especificidades dos dispositivos são, cada vez menos, fatores de preocupação para a organização, embora os dispositivos ainda sejam necessários.Os usuários vão usar um conjunto de dispositivos, e o PC permanecerá uma das muitas opções. Mas nenhum dispositivo será a plataforma agregadora principal. A nuvem pessoal deverá assumir esse papel. O acesso à cloud e ao conteúdo armazenado ou partilhado a partir da cloud serão geridos e protegidos, e não apenas com enfoque no próprio dispositivo.
TI à escala da Internet
Grandes fornecedores de serviços em cloud computing – como Amazon, Google, Facebook , etc – são re-inventar a forma como os serviços de TI serão disponibilizados.As suas capacidades vão além da escala em termos de dimensão, e isso inclui pensar a escala no que se refere a velocidade e agilidade. Se as empresas querem manter o seu ritmo de evolução, precisam imitar as arquiteturas, processos e práticas desses fornecedores de cloud.
Fonte: CIO Tecnologia
Falta de foco estratégico atrapalha otimização de custo em TI
65% dos executivos consultados pelo Gartner afirmam que principal barreira para otimização de gastos com TI está relacionada à mentalidade das companhias
Por Information Week Brasil
Depois de anos investindo na redução de custo, muitas organizações agora focam na otimização do custo de TI. Segundo uma pesquisa do Gartner realizada com mais de 2 mil CIOs em todo o mundo, 65% dos executivos afirmam que a principal barreira para a otimização de gastos com TI está relacionada à mentalidade das companhias – isto é, a capacidade de todos os recursos empresariais trabalharem juntos, direcionados a um objetivo comum.
CIOs criticam a cultura corporativa. Eles sentem que se as empresas estivessem alinhadas e realmente motivadas para um foco estratégico, seria mais fácil realizar seu trabalho com impacto nas economias.
“Organizações não alcançam os resultados desejados na otimização de recursos e os custos acabam retornando ao negócio”, atesta o diretor de pesquisa do Gartner Sanil Solanki. Ele aconselha incorporar cinco princípios a fim de melhorar as tentativas de otimizar despesas com TI, úteis também para evitar investimentos que parecem atraentes em curto prazo, mas acumulam gastos em maiores intervalos de tempo.
O primeiro deles é a transparência. Ela deve ser considerada ao definir os retornos de negócio, e não é possível alcançá-la até que a TI e as lideranças executivas estejam realmente alinhados sobre o papel da tecnologia nos objetivos empresariais.
A agilidade também um dos fatores mais significativos para contínua otimização de recursos e depende da capacidade de cada companhia de se adaptar mais rapidamente às condições internas e externas. O desafio da redução de custos não é apenas referente a cifras, mas em manter equilíbrio entre gastos internos e despesas de outsourcing de maneira flexível, com a qual seja possível realizar pequenos ajustes.
Tanto a demanda quanto o fornecimento precisam ser revistos e isso pode levar a uma cultura na qual a TI se torna reativa às necessidades do negócio. Por isso, responsabilidade também é dos pilares recomendados pelo Gartner – líderes de TI precisam continuamente tomar o controle de seus departamentos e aquisições tecnológicas, se tornando preditivos e dando rumos ao futuro da área.
Por fim, as últimas recomendações são simplificação e disciplina. A complexidade da tecnologia com nuvem, mobilidade e outras tendências além da TI tradicional impõe um custo de adicional de até 25%, calcula a consultoria. Por isso, ambientes simplificados ajudam a mitigar despesas desnecessárias – cortando complexidades desnecessárias de maneira racional, permitindo o uso das vanguardas sem prejuízo ao negócio. Na outra ponta, a disciplina é evidenciada pela melhoria contínua, com a gestão pró-ativa da otimização de custo com dashboards e métricas de desempenho em vez de aguardar por indicadores vindo de outras áreas.
“Organizações que fazem isso bem geralmente montam equipes incluindo profissionais fora da TI para garantir que soluções de otimização de custos incluam objetivos de negócio em vez de apenas especificações técnicas”, conclui o relatório do Gartner.
Fonte: Information Week
Por Information Week Brasil
Depois de anos investindo na redução de custo, muitas organizações agora focam na otimização do custo de TI. Segundo uma pesquisa do Gartner realizada com mais de 2 mil CIOs em todo o mundo, 65% dos executivos afirmam que a principal barreira para a otimização de gastos com TI está relacionada à mentalidade das companhias – isto é, a capacidade de todos os recursos empresariais trabalharem juntos, direcionados a um objetivo comum.
CIOs criticam a cultura corporativa. Eles sentem que se as empresas estivessem alinhadas e realmente motivadas para um foco estratégico, seria mais fácil realizar seu trabalho com impacto nas economias.
“Organizações não alcançam os resultados desejados na otimização de recursos e os custos acabam retornando ao negócio”, atesta o diretor de pesquisa do Gartner Sanil Solanki. Ele aconselha incorporar cinco princípios a fim de melhorar as tentativas de otimizar despesas com TI, úteis também para evitar investimentos que parecem atraentes em curto prazo, mas acumulam gastos em maiores intervalos de tempo.
O primeiro deles é a transparência. Ela deve ser considerada ao definir os retornos de negócio, e não é possível alcançá-la até que a TI e as lideranças executivas estejam realmente alinhados sobre o papel da tecnologia nos objetivos empresariais.
A agilidade também um dos fatores mais significativos para contínua otimização de recursos e depende da capacidade de cada companhia de se adaptar mais rapidamente às condições internas e externas. O desafio da redução de custos não é apenas referente a cifras, mas em manter equilíbrio entre gastos internos e despesas de outsourcing de maneira flexível, com a qual seja possível realizar pequenos ajustes.
Tanto a demanda quanto o fornecimento precisam ser revistos e isso pode levar a uma cultura na qual a TI se torna reativa às necessidades do negócio. Por isso, responsabilidade também é dos pilares recomendados pelo Gartner – líderes de TI precisam continuamente tomar o controle de seus departamentos e aquisições tecnológicas, se tornando preditivos e dando rumos ao futuro da área.
Por fim, as últimas recomendações são simplificação e disciplina. A complexidade da tecnologia com nuvem, mobilidade e outras tendências além da TI tradicional impõe um custo de adicional de até 25%, calcula a consultoria. Por isso, ambientes simplificados ajudam a mitigar despesas desnecessárias – cortando complexidades desnecessárias de maneira racional, permitindo o uso das vanguardas sem prejuízo ao negócio. Na outra ponta, a disciplina é evidenciada pela melhoria contínua, com a gestão pró-ativa da otimização de custo com dashboards e métricas de desempenho em vez de aguardar por indicadores vindo de outras áreas.
“Organizações que fazem isso bem geralmente montam equipes incluindo profissionais fora da TI para garantir que soluções de otimização de custos incluam objetivos de negócio em vez de apenas especificações técnicas”, conclui o relatório do Gartner.
Fonte: Information Week
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
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Unknown
Esteriótipo de "técnico competente" ainda persiste
Pesquisa do Gartner revela que maioria dos CEOs ainda vê seus CIOs como demasiadamente técnicos e pouco alinhados com as áreas de negócio.
Por Gregg Keizer, Computerworld/EUA
Os CEOs ainda vêm frequentemente os CIOs como demasiadamente “techies” e pouco alinhados com as necessidades de negócio, de acordo com resultados de um estudo recente da Gartner que ouviu 220 líderes de negócios em todo o mundo. Eles acreditam que os gastos em TI vão aumentar, mas sem um aumento correspondente na importância do papel dos CIOs dentro da organização.
Segundo Mark Raskino, vice-presidente da Gartner, os resultados mostraram que os CIOs raramente são vistos como mestres de gestão da inovação dentro das empresa pelos CEOs, nem são percebidos como parceiros estratégicos.
Embora 40% dos CIOs reportem ao CEO, 30% ao COO e 20% ao CFO, esta tendência de subordinação não mudou na última década.
“Quando lhes perguntamos porque o seu CIO tem essa linha hierárquica, os nossos entrevistados não conseguiram dar uma resposta. Estamos descobrindo que muitas vezes os CEOs recrutam fora, sugerindo que não conseguem encontrar candidatos desejáveis dentro da empresa”, diz. “Os CEOs não estão investindo o suficiente para desenvolverem o papel do CIO dentro da empresa".
Os CIOs, por sua vez, parecem estar falhando aos olhos dos CEOs em termos de alinhamento com o resto do negócio. A pesquisa mostrou que persiste o estereótipo do responsável das TI demasiado preocupado com as questões técnicas para poder ser um líder de negócio eficaz. Normalmente, os CIOs são vistos como incapazes de terem uma amplitude de perspectivas de negócios.
Raskino explica ainda que a visão dos CIOs de que eles atravessam as fronteiras departamentais, ao controlarem os sistemas usados por esses departamentos, é inútil ao tentar demonstrar conhecimentos em outras partes do negócio para o CEO.
“Alguns CEOs podem até achar esse raciocínio irritante”, considera, “porque mostra uma visão centrada nos processos da empresa, em vez de ter uma visão mais política ou pragmática. Esta visão perfeita do mundo está em desacordo com as realidades mundanas da vida empresarial com que os outros líderes empresariais têm de lidar para atingir os seus objetivos”.
Fonte: CIO Carreira
Por Gregg Keizer, Computerworld/EUA
Os CEOs ainda vêm frequentemente os CIOs como demasiadamente “techies” e pouco alinhados com as necessidades de negócio, de acordo com resultados de um estudo recente da Gartner que ouviu 220 líderes de negócios em todo o mundo. Eles acreditam que os gastos em TI vão aumentar, mas sem um aumento correspondente na importância do papel dos CIOs dentro da organização.
Segundo Mark Raskino, vice-presidente da Gartner, os resultados mostraram que os CIOs raramente são vistos como mestres de gestão da inovação dentro das empresa pelos CEOs, nem são percebidos como parceiros estratégicos.
Embora 40% dos CIOs reportem ao CEO, 30% ao COO e 20% ao CFO, esta tendência de subordinação não mudou na última década.
“Quando lhes perguntamos porque o seu CIO tem essa linha hierárquica, os nossos entrevistados não conseguiram dar uma resposta. Estamos descobrindo que muitas vezes os CEOs recrutam fora, sugerindo que não conseguem encontrar candidatos desejáveis dentro da empresa”, diz. “Os CEOs não estão investindo o suficiente para desenvolverem o papel do CIO dentro da empresa".
Os CIOs, por sua vez, parecem estar falhando aos olhos dos CEOs em termos de alinhamento com o resto do negócio. A pesquisa mostrou que persiste o estereótipo do responsável das TI demasiado preocupado com as questões técnicas para poder ser um líder de negócio eficaz. Normalmente, os CIOs são vistos como incapazes de terem uma amplitude de perspectivas de negócios.
Raskino explica ainda que a visão dos CIOs de que eles atravessam as fronteiras departamentais, ao controlarem os sistemas usados por esses departamentos, é inútil ao tentar demonstrar conhecimentos em outras partes do negócio para o CEO.
“Alguns CEOs podem até achar esse raciocínio irritante”, considera, “porque mostra uma visão centrada nos processos da empresa, em vez de ter uma visão mais política ou pragmática. Esta visão perfeita do mundo está em desacordo com as realidades mundanas da vida empresarial com que os outros líderes empresariais têm de lidar para atingir os seus objetivos”.
Fonte: CIO Carreira
Quando o CIO deve se reportar ao CEO?
Não há uma resposta simples ou fórmula mágica. Cada situação deve ser definida de acordo com as circunstâncias particulares da organização e das pessoas envolvidas.Por Ione de Almeida Coco (*)
Alguns CIOs aspiram reportar ao CEO como uma forma de ganhar mais visibilidade para a TI e atenção para as principais decisões a tomar. Neste caso, um assento na Diretoria ou ser membro do comitê de planejamento estratégico pode ser suficiente.
A pesquisa anual do Gartner, em 2011, mostra que 41% dos CIOs reportam ao CEO; 20%, ao CFO; 16%, ao COO; e 23%, a outros executivos. Embora a proporção tenha se mantido estável ao longo dos últimos anos, esperamos um aumento modesto dos que se reportam ao CEO nos próximos cinco anos, porque as empresas estão cada vez mais dependentes de TI.
No entanto, mesmo que um CIO execute seu papel operacional de forma muito eficaz, não achamos que todos devem sempre se reportar ao CEO. Os Conselhos normalmente recomendam que os reports diretos não sejam muitos. O Gartner tem visto, nos últimos dez anos, dez fatores que têm motivado o CEO a considerar esta possibilidade. São eles:
Situações relacionadas à empresa
1. Quando a empresa ou indústria é altamente informatizada (bancos e mídia) ou bastante informatizada (serviços, viagem e varejo).
2. Durante um período em que a estratégia de negócio futuro está sendo incubada e são necessários insights criativos relacionados à TI.
3. Enquanto ocorre a transformação do modelo de negócios relacionada à tecnologia. Exemplo: desintermediação de canais de vendas.
4. Enquanto está em curso uma transformação corporativa dependente da tecnologia. Exemplo: integração de processos em fusões e aquisições.
5. Durante um período de grande mudança de plataforma de TI, como a terceirização de operações.
6. Em situações de ameaça ou risco relacionado à informação, como um cyber ataque, espionagem industrial, compliance regulatória, entre outras.
Situações relacionadas a pessoas, papeis e capacidades
7. Quando o CIO também tem outro papel C-suite, por exemplo, de COO, CFO e diretor de serviços compartilhados.
8. Quando o CIO é um conselheiro de confiança do CEO, com um relacionamento de longa data de situações anteriores da carreira, como vínculos escolares e laços familiares em empresas privadas.
9. Quando o CIO é considerado quase um "guardião da empresa”, trazendo sabedoria e experiência específicas da indústria.
10. Sempre que o papel do CIO for uma etapa de desenvolvimento de carreira ou fizer parte do plano de ação de sucessão, na preparação para um papel futuro de CEO, COO ou CFO.
Se nenhuma destas situações ocorrer, os argumentos tendem a ser fracos. Algumas das razões para reportar podem ser muito convenientes em certas culturas corporativas, mas desafiadoras ou negativas em outras. O reporte direto varia de acordo com mudanças de foco estratégico e dos indivíduos no cargo. Portanto, mesmo que uma linha de comunicação direta seja estabelecida, ela não se torna automaticamente uma característica permanente do organograma.
(*) Ione de Almeida Coco é VP do Programa Executivo do Gartner para a América Latina.
Fonte: CIO Insider
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
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Unknown
Tecnologias na Nuvem: talvez o maior desafio da sua carreira
Todo ano, no mês de outubro, o Gartner realiza o seu circuito mundial de simpósios. Começa nos Estados Unidos - é a nossa maior conferência anual, com cerca de oito mil participantes - e segue depois, em edições mais compactas, para França, África do Sul, Austrália, Japão e, a partir deste ano, Brasil. A ideia é apresentar um amplo panorama da tecnologia para apoiar os profissionais de TI que nesse momento estão fazendo seus planejamentos para o próximo ano.Uma das apresentações mais esperadas nestes eventos é sobre "as 10 tecnologias transformadoras" que na nossa visão irão causar maior impacto nas empresas, nos próximos anos.
O processo por meio do qual se chega às 10 tecnologias - e só 10, é complicado e parece um pouco com um concurso, onde cada um dos 720 analistas do Gartner tem uma candidata preferida e é capaz de justificar, com doses iguais de racionalidade e paixão, o porquê ela deve estar entre as 10 mais. Enfim, os coordenadores do processo, com muita racionalidade e pouca paixão, conduzem uma série de reuniões de avaliação que vão reduzindo as candidatas até sobrarem apenas 10. Esta é a lista de 2010:
1 - Computação em nuvem
2 - Dispositivos móveis e tabletes
3 - Análise de BI avançada
4 - Análise social
5 - Tecnologias de mídias sociais
6 - Vídeo como mídia e como conteúdo
7 - Percepção de contexto computacional ("context awareness computing")
8 - Computação em todos os lugares ("ubiquitous computing")
9 - Memória flash
10 - Computação em malha de rede ("fabric computing")
A computação na nuvem apareceu de repente entre as dez mais, já em segundo lugar, em 2007. Chegou a primeiro em 2008 e permanece aí em 2009 e 2010.
Os critérios para que uma tecnologia possa aspirar uma posição na lista - e, portanto, merecer a atenção das empresas - são que ela deve ser estratégica e "perturbadora" ("disruptive", em inglês).
Uma tecnologia é considerada estratégica se nós percebemos que sua implementação e seu uso podem trazer significativo impacto na empresa nos próximos anos: mudanças nos negócios, mais valor e mais competitividade. E ela é perturbadora quando pode transformar pessoas, processos e tecnologia através de soluções novas e radicais, imaturas, por definição, que trazem riscos novos e significativos - e também recompensas novas e significativas e, por isso, são adotadas.
A computação em nuvem é uma família de tecnologias muito diversas (mais um zoológico que uma família), que têm em comum um conjunto básico de características: são oferecidas sempre como serviços, que são escaláveis e elásticos, padronizados, compartilhados entre muitos clientes, pagos pelo uso e entregues através da Web. Já existem serviços na nuvem sendo oferecidos em cada camada da arquitetura tecnológica. Por exemplo, "infrastructure utility" (infraestrutura), "application platform as a service" (plataforma), "software as a service" (aplicação), "Web engine" (acesso a conteúdo) e "business process utility" (processo).
O potencial mais evidente dessas tecnologias é revolucionar a equação econômico-financeira de como uma empresa adquire e paga TI. São tecnologias que exigem investimentos praticamente nulos, transformando custos fixos em custos variáveis. Além disso, como são pagas pelo uso, em princípio, a curva de gastos é paralela à curva de receitas. Mas não é só isso. Com suas características de agilidade, flexibilidade, escalabilidade e acesso, podem revolucionar o desenho de processos de negócio. Essa inovação trazida por processos de negócio radicalmente novos deve resultar em um salto no valor que TI entrega ao negócio.
O autor canadense Don Tapscott ("Wikinomics") diz nas suas palestras ao redor do mundo: "Devemos começar a pensar na Web como um único e gigantesco computador. Todos os negócios estarão aí". É uma visão poética e provocadora, que não necessariamente vai se converter numa realidade para todas as empresas. Mas todas - que hoje têm arquiteturas tradicionais - precisam começar a caminhar na direção a uma arquitetura mais amigável à Web.
E aí entram os profissionais de TI.
Na pesquisa que fizemos entre CIOs de todo o mundo no final de 2009, os CIOs brasileiros se mostraram muito mais inclinados à adoção de serviços na nuvem que seus colegas de outras partes do mundo. De fato, faz sentido. Com orçamentos de TI mais limitados que seus competidores lá fora, o CIO brasileiro percebe os serviços na nuvem como uma alternativa viável para a adoção de tecnologias de ponta, que coloquem sua empresa em paridade tecnológica global. Aí, com um pouco de criatividade no uso dessas tecnologias, combinando componentes dos serviços na nuvem de maneira inovadora, as empresas brasileiras podem conseguir o diferencial competitivo necessário.
Pensando assim, eu esperava ver em 2010 uma forte aceleração na adoção desses novos serviços e, na verdade, pouco ou quase nada aconteceu. Como se pode explicar esse comportamento, contrariando na prática o que havia sido dito na pesquisa?
Para mim, parece que existem duas explicações complementares. A primeira é uma reação à imaturidade dos serviços. Esses serviços trazem uma combinação desafiadora de duas características: de um lado, trazem riscos novos, que não sabemos gerir; de outro, os serviços nas nuvens já chegam prontos, os clientes têm muito pouca possibilidade de gestão sobre eles. A segunda explicação me parece mais subjetiva e pouco percebida (ou discutida).
Talvez inconscientemente, os profissionais de TI receiem adotar os serviços na nuvem por não terem as competências profissionais para a nova situação. De fato, as regras mudam completamente. Muda completamente a maneira como se deve especificar, escolher, contratar e gerir um serviço na nuvem. Ser um grande especialista em quaisquer das tecnologias que foram críticas na TI tradicional já não garante um desempenho superior nesse novo mundo.
É verdade que poucas empresas precisam completar a transição para uma arquitetura totalmente centrada na Web. Também é verdade que essa transição, mesmo que parcial, vai levar algum tempo. Mas certamente todas as empresas precisam iniciar essa jornada. Agora. O valor potencial a ser entregue pela nova TI ao negócio é muito grande para deixar para depois.
E aí voltamos aos profissionais de TI. Eles têm que liderar essa transição. Eles têm que indicar os novos caminhos ao pessoal de negócios. Eles têm que mostrar como obter muito mais valor para os negócios com as novas tecnologias. Em contrapartida, internamente eles têm que estar dispostos a iniciar a jornada que vai transformar a antiga área de TI em uma organização que esteja preparada para entregar valor ao negócio a partir dos novos serviços.
Na verdade, o fato de serem especialistas em uma ou outra tecnologia talvez não seja a característica mais importante dos profissionais de TI. Em minha opinião, o que caracteriza esses profissionais e o que os torna valiosos para suas empresas, é o seguinte: um grupo de profissionais de alto nível, com competências diversificadas (informação, processos, organização e tecnologias), em geral criativos, que têm a capacidade de trabalhar colaborativamente na criação de soluções de negócios. É isso que torna a área estratégica para todas as empresas, usando TI, tecnologias na nuvem ou quaisquer outras que sejam necessárias.
Bem-vindo à nova área de Gestão de Tecnologias de Negócios!
Fonte: TI Inside
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
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