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Ano Novo, de cara nova!
Olá!
Nos últimos três anos desde seu lançamento, o BusinessLOG do Luciano se manteve firme sob a proposta de colaborar na divulgação de informações, experiências e tendências que contribuíram no amadurecimento não apenas do autor, mas de outros colegas profissionais que estão juntos na infinita jornada do "aprendizado e construção do conhecimento".
Diante das mudanças que esse canal tem proporcionado e porventura promovido na vida das pessoas, é justo que após tantos anos também o portal seja agraciado com alguma, um merecido presente de aniversário. No limiar do ano que surge, o blog ressurge com um novo visual, uma proposta mais consistente e um novo nome: o BusinessLOG do CIO.
Rebatizá-lo não foi uma escolha simples, no entanto essencial para garantir que futuramente outros executivos de Tecnologia também se identifiquem com este espaço, com a realidade e as dificuldades na gestão da TI, e se tornem parceiros-compartilhadores dessas experiências. Dediquei alguns meses na escolha de um novo padrão visual -- mais moderno e com melhor experiência de leitura. Houve ainda a preocupação em garantir que o conteúdo existente continue disponível, e que os links do antigo endereço sejam automaticamente redirecionados ao novo portal.
Meus sinceros votos de Feliz Ano Novo, com muita saúde, paz e alegria!
O sucesso é mera conseqüência.
Luciano Zago
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Missa dos Jovens 2012
Ninguém é Substituível
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E Beethoven?
- Como? - o encara o diretor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio…
O funcionário fala então:
- Ouvi essa estória esses dias, contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar. Então, pergunto: quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico?
O rapaz fez uma pausa e continuou:
- Todos esses talentos que marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, mostraram que são sim, insubstituíveis. Que cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Não estaria na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe, em focar no brilho de seus pontos forte s e não utilizar energia em reparar seus 'erros ou deficiências'?
Nova pausa e prosseguiu:
- Acredito que ninguém se lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo , se Picasso era instável , Caymmi preguiçoso , Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico… O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos. Mas cabe aos líderes de uma organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços, em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Continuou.
- Se um gerente ou coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe, corre o risco de ser aquele tipo de técnico de futebol que barraria o Garrincha por ter as pernas tortas, ou Albert Einstein por ter notas baixas na escola, ou Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos. Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados… Apenas peças…
Olhou a sua a volta e reparou que o Diretor, olhava para baixo pensativo. Voltou a falar.
- E nunca me esqueço de quando o Zacarias, dos Trapalhões, que 'foi pra outras moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... E hoje, para substituí-lo, chamamos…ninguém…Pois nosso Zaca é insubstituível." – concluiu o rapaz e o silêncio foi total."
É possível encontrar novos funcionários para as vagas dos que saíram, novos amigos para amenizar a falta dos que estão distantes, novos amores para os corações partidos... Eles, entretanto, nunca terão a mesma essência dos que ficaram para trás
Decisão sem flores
Diz-se que "nem tudo são flores", e quando decidi há três anos abrir mão do estresse causado pelo trânsito e passar a ir de ônibus rodoviário ao trabalho, sabia que haviam riscos.
Demoraram, mas chegaram. Uma série de alterações em horários e trajetos nas linhas têm me levado a repensar a decisão do passado. Isso têm me incomodado profundamente, me tirando algumas noites de sono. Deve ser resolvido logo...
Hoje, estou avaliando uma linha de fretamento, cujos horários coincidem exatamente com minhas necessidades. Mas - como a citação das flores - (já) há alguns incovenientes, ambos relacionados com escuridão.
Primeiro, o ponto de subida parece-me (é) mal iluminado e pouco seguro. Honestamente, não pretendo virar isca pra bandido, nem minha esposa e nem meu chefe o querem.
Segundo, não é permitido acender as luzes dentro do ônibus pois grande parte do pessoal dorme durante o trajeto. Logo, o tempo tão precioso que ganhei quando abri mão do "conforto" do carro se esvairiria. Manter esse blog seria improvável.
Certamente essa nada tem a ver com as decisões tomadas no dia-a-dia dentro das corporações. Não há resultados em risco, mas o bem-estar pessoal e a integridade física e moral de uma pessoa.
Mais uma vez as dificuldades pesarão na minha breve decisão. Me tranqiliza saber que Ele sempre olha por mim, me cuida intensamente, e permitirá a melhor escolha.
Desejo que o amanhã chegue logo, com uma nova emoção. Se possível, com muitas flores.
O carro me deixou... na estrada e na mão!
Não sou especialista em mecânica automotiva - nem é preciso. Tenho certeza que a pane aconteceu por causa da mangueira de combustível quebrada. Que falta me fez nessa hora uma chave de fenda. Como não tinha, me submeti a aguardar (perder) 90 minutos dessa preciosa vida pela a boa vontade do guincho da seguradora. Puro desperdício de tempo...
Apesar disso, o lado bom é que pude, finalmente, começar a dedicar um tempo aqui. Não é muito, mas todos os começos são assim: singelos, quase sempre imperceptíveis, como um buraco de mangueira.
Tenha uma boa semana!



