Mostrando postagens com marcador enterprise architecture. Mostrar todas as postagens

Como extrair o máximo da TI

Por Luis Alberto Piemonte, professor da Fundação Getúlio Vargas (EAESP), Consultor do BIRD, ex-presidente da IDS-Scheer e de inúmeras corporações líderes de mercado na Alemanha, Argentina e Brasil.

Pesquisas elaboradas em países da Europa mostram que nos sistemas integrados oferecidos para informatização de empresas (ERP, CRM, etc), o percentual de uso das funcionalidades realmente utilizadas se situa em torno de 55%. A parte não utilizada é desconhecida por usuários (fato natural) e também pela enorme maioria dos consultores que implantam os próprios sistemas.

A grande pergunta é porque não aproveitamos plenamente o potencial oferecido pela tecnologia de informação em geral? A resposta é muito simples: a oferta de informatização em quase todos os setores ultrapassa nossa capacidade de utilizá-la. Esta é a essência da mudança: a tecnologia se coloca agora na frente das necessidades humanas, não mais temos a reclamar por funcionalidades que precisamos. Ao contrário, ficou muito difícil escolher qual a melhor tecnologia para cada necessidade e como selecioná-la e implantá-la corretamente.

Na verdade, a tecnologia de informação aplicada a gestão empresarial tem evoluído rapidamente desde seus inícios na década de 70 até os dias de hoje. E trouxe enormes avanços em qualidade e competitividade; primeiro para grandes organizações e logo após também para médias e pequenas. Passou a ser uma necessidade “sine qua non” para uma empresa crescer e se desenvolver no mercado.

O tempo em que a implantação de sistemas de TI era feito de qualquer forma, com pouco ou nenhum planejamento, como aconteceu na década de 90 principalmente, chegou ao seu final. Ele deixou como aprendizagem, de alto custo, que o uso da TI tem de ser acompanhado pela adequação da forma de gestão e das pessoas que irão lidar com o novo ambiente. Tudo dentro da lei natural da vida, onde nada é gratuito e tudo o que retorna benefícios exige um esforço compatível. E como a tecnologia de informação é capaz de gerar grandes benefícios, naturalmente requer importantes investimentos.

Encontramos hoje um grau de maturidade empresarial bastante grande, quando o assunto é lidar com TI. Tanto em relação aos sistemas existentes ou à implantação de projetos novos. A preocupação com os custos é prioridade. Nada mais razoável, principalmente quando se analisa quais as funcionalidades que podem ser aproveitadas de um sistema de TI. E esta não é tarefa fácil.

Se o leitor tiver dúvidas, faça uma experiência simples, peça a qualquer proprietário de um carro de última geração que lhe explique como funcionam os comandos eletrônicos disponíveis. Irá verificar que a resposta será incompleta, alguns ele não sabe operar e de outros nem sequer saberá o porquê lá estão. Pode repetir o procedimento com pessoas que utilizam aparelhos de áudio ou de vídeo, de celulares, eletrodomésticos, etc. Ficará com a clara impressão de que temos tecnologia de informação “sobrando” e que não conseguimos utilizá-la no seu real potencial.

No cenário atual é necessário considerar dois aspectos principais ao se selecionar e operar sistemas de TI: flexibilidade e custos. O primeiro devido a mudança continua de cenários de negócios, que requere a evolução também continua do desenvolvimento de soluções. Como exemplo podemos mencionar o que se visualiza como o futuro no ambiente de produção, onde a introdução de novos materiais, o aumento de automação e o uso de técnicas produtivas como “Additive Manufacturing”, irão modificar significativamente a forma de se produzir; com mão de obra mais qualificada e menor em quantidade, o que possivelmente levara de volta aos países desenvolvidos muitas das fabricas que nos últimos tempos foram distribuídas pelo mundo, principalmente nos países em desenvolvimento.

O segundo aspecto relacionado com os custos se compreende mais facilmente, quando se pensa no ambiente altamente competitivo e na dificuldade de justificar através de um estudo de ROI (Retorno do Investimento) por exemplo, a viabilidade de implantar sistemas informatizados de relativa complexidade.

Para conjugar e harmonizar os dois assuntos existe um caminho que entendemos ser o mais adequado: analisar as necessidades do negócio e desta derivar o modelamento dos processos otimizados que levaram ao seu atendimento. Modernamente é necessário que isto seja feito balanceando a necessidade de se padronizar (para, entre outros, diminuir custos) e não se “engessar” (para permitir a flexibilidade) da operação. Em termos técnicos, isto significa promover o alinhamento da estratégia com a operação, atividade que exige o uso de ferramentas de análise específicas.

O futuro depara à TI um lugar cada vez mais destacado na vida empresarial e pessoal, apenas superada pela importância do ser humano, na busca pela perfeição.

Fonte: TI INSIDE
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Postado por Unknown

Como fazer o EA fazer sentido para seu CEO

Comece evitando transformar seu discurso em uma sopa de jargão técnico e buzzwords de negócios. Uma mensagem simples e coerente é fundamental.

Imagem com melhor resolução
O modo como um CIO apresenta a outros líderes empresariais o planejamento e a implementação de Enterprise Architecture (EA) faz uma enorme diferença para o sucesso da empreitada. Muitas vezes, a discussão torna-se uma sopa de jargão técnico e buzzwords de negócios. Uma mensagem simples e coerente é fundamental.

Joe Drouin, vice-presidente sênior e CIO da Kelly Services, descobriu que é fácil perder o seu público quando você está falando de EA. "A conversa fica muito acadêmica, quando você começa a mencionar frameworks, domínios, modelos e métodos. Fica realmente complicado."

Em vez de entrar em discussões teóricas e referências gráficas complexas, Drouin mantém a conversa focada em prioridades de negócios, colaboração e como os componentes de TI podem agregar valor à organização através do EA.

"Passamos muito tempo trabalhando com as pessoas no negócio para ajudá-los a entender o porquê do EA, sem realmente falar sobre o método e a arquitetura em si", diz Drouin. "Isso funcionou."

Em termos simples, EA é a maneira mais rápida de alinhar a visão estratégica do negócio com sua infraestrutura de TI e aplicações, permitindo que as unidades de negócios criem uma experiência mais uniforme para os clientes e usuários finais de tecnologia. Evite mencionar o ambiente de modelagem visual, gerenciamento de requisitos, projeto de software, geração de código, testes e muito mais.

Suas conversas com líderes de negócios deve ser focado em duas áreas: como a arquitetura será usada como um diferencial competitivo e como ela vai entregar vantagem estratégica, diz Neal Kaderabek, vice-presidente da divisão de serviços financeiros e CIO da Hallmark Services, um provedor de serviços administrativos para o mercado de seguro de saúde.

"Usar exemplos reais de problemas que os líderes empresariais enfrentam todo os dias é uma excelente abordagem para a introdução de EA como uma solução", diz Kaderabek.

Os líderes empresariais trabalham com objetivo de reduzir custos sem comprometer a velocidade, escalabilidade para o mercado e qualidade. "Conversas sobre arquitetura são canalizados para garantir como esses resultados serão realizados", diz ele. "Demonstrar resultados positivos à medida que ocorrem vai reforçar o apoio deles para a arquitetura."

No BMO Financial Group, a EA é aplicada em quatro áreas: arquitetura de desenvolvimento de processos, um modelo de governança eficaz; competência organizacional, para moldar a cultura organizacional, diz Jean-Michel Ares, chefe do grupo de tecnologia e operações. Ares descobriu que a criação de um conjunto de termos aceitos para descrever as coisas é chave para a comunicação do EA.

"Esta descrição simples cria uma linguagem comum para a tecnologia e os negócios na hora de discutir questões relacionadas ao dia-a-dia de operações e às estratégia para melhorar as capacidades", diz Ares. "O EA é usado de forma consistente em todas as unidades de negócios para desenvolver nossos planos de investimento", diz ele.

Jeff Scott, principal analista da Forrester Research, sugere também garantir que os arquitetos corporativos e as equipes de TI estejam alinhados antes de levarem conceitos e prátocas de EA aos líderes empresariais. "Não há nada pior do que o CIO lançando um ponto de vista e os arquitetos, outro", diz Scott. "Vejo isso com muito mais frequência do que você imagina."

Fonte: CIO Gestão
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Postado por Unknown

Visualizações do site

Tecnologia do Blogger.

Compartilhe

- Copyright © BusinessLOG do CIO - Metrominimalist - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan -